Especial Aniversário da Série 2018!

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Bem vindos a mais uma viagem pelo tempo e espaço!

E hoje não é um Papo Whovian qualquer não, porque são 2 em 1!!

Isso aí, hoje é a volta do Papo Whovian falando somente sobre assuntos de Doctor Who e pra voltar com tudo, é o especial de aniversário da série =D

No último dia 23 de novembro a série completou incríveis 55 anos!!

E você se lembra ou já assistiu o primeiro episódio?!

Pois é, vocês tanto pediram e estamos voltando com a tão esperada análise de um episódio da clássica, que é nada mais nada menos que o primeiro episódio!

Como o tema de hoje é a análise de um episódio, pode ser que tenha alguns spoilers para quem ainda não assistiu. Então, antes de continuar aqui com a gente, sugiro que quem não viu ainda e não quer levar um spoiler, assista o primeiro episódio, e depois volta aqui pra comentar com a gente sobre esse episódio, blz?!

An Unearthly Child, que se traduzirmos ao pé da letra seria algo parecido como “Uma Criança Sobrenatural”. E se formos analisar o enredo do episódio que deu início ao arco de mesmo nome, é essa a história mesmo que é contada, a de uma criança sobrenatural. Isso porque, a história circunda praticamente inteira em volta da Susan Foreman.

Mas antes de vermos um pouco da sinopse do episódio, vamos a algumas curiosidades interessantes para vocês:

– Foi escrito por Anthony Coburn e dirigido por Waris Hussein.

 

 

 

 

– É nesse episódio que conhecemos quatro figuras importantes:

William Hartnell como O Doutor (Primeiro Doutor); Carole Ann Ford como Susan Foreman; Jacqueline Hill como Barbara Wright; e William Russell como Ian Chesterton.

 

 

 

 

– Juntos, eles formam o time de primeiros companions do Doutor e é com eles que temos as primeiras aventuras.

– O primeiro arco da série foi transmitido ao longo de quatro semanas, entre 23 de novembro e 14 de dezembro de 1963 na BBC TV. Como o arco tem quatro episódios, seria um episódio por semana. Sendo que o primeiro episódio, além de ter sido transmitido pela primeira vez em 23 de novembro de 1963, por volta das 17h, foi reprisado antes do segundo episódio ser lançado.

– Infelizmente, o lançamento do primeiro episódio, com duração de 23min e 24seg, foi ofuscado pela trágica morte do então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, no dia anterior à sua estreia. Mesmo assim, foi assistido por 4,4 milhões de espectadores.

 

– O primeiro arco recebeu críticas algumas favoráveis e alcançou uma média de 6 milhões de espectadores. Mesmo assim, o chefe dos programas da BBC da época achou pouco e queria cancelar a série. Até que tiveram a brilhante ideia de trazer para a série umas criaturinhas bem vis, os Daleks. Então resolveram continuar, já que eles se tornaram bem populares entre o público.

– Inicialmente, esse episódio tinha sido gravado em setembro em um vídeo tape preto e branco de 405 linhas. Mas depois, Sidney Newman e Verity Lambert decidiram regravar o episódio. A regravação aconteceu no mês seguinte, onde fizeram algumas revisões na caracterização do personagem de William Hartnell, bem como algumas correções técnicas e de atuação.

– Na verdade, antes da série ser concebida de fato, An Unearthly Child era para ser o segundo arco da série. Era para o programa ter começado com o arco The Giants, aquele em que eles aparecem pequeninhos nas nossas telas, se lembram?! Mas como o arco não tinham o impacto suficiente para apresentação da série, tinha essa dificuldade técnica de reduzir os personagens no episódio por causa das instalações disponíveis, e não possuíam outros roteiros prontos para o início da série, decidiu-se que An Unearthly Child seria o arco de apresentação da série.

– Como The Giants foi escrito por C.E. Webber, e como Anthony Coburn teve que incluir alguns elementos criados por seu parceiro para a introdução da série, C.E. Webber acabou recebendo os créditos de co-escritor do primeiro episódio internamente na BBC.

– Mas Anthony Coburn também teve várias contribuições significativas, já que foi ele foi quem determinou a aparência que a TARDIS deveria ter por fora, por exemplo. E foi ele também que insistiu que Susan fosse apresentada como a neta do Doutor, isso para evitar quaisquer problemas por uma garota bem mais jovem estar viajando com um senhor de idade. Se é que vocês me entendem 😉

– E vocês sabiam que Doctor Who foi criado com o propósito de ajudar na educação da moçada?! Éééé, a série tinha uma missão educacional original, e por isso que os primeiros companheiros de viagem do Doutor são dois professores e logo no segundo episódio aterrissamos na Idade da Pedra. Pois é, não é de hoje que Doctor Who ajuda no ENEM haha (sacou a referência?! =P)

– Logo no começo da série, era comum os arcos, os conjuntos de histórias como também são chamados, não terem um título próprio, e o primeiro arco já teve 5 nomes:

The Tribe of Gum: utilizado até o início da gravação e ainda existe em alguns documentos, foi utilizado até mesmo para a exportação da série para outros países.

100,000 BC: foi utilizado pela equipe de produção no início das gravações e na transmissão, além de alguns lançamentos de publicidade

The Palaeolithic Age: Verity Lambert usou o termo em uma carta que escreveu a um espectador

The Stone Age: por meio de uma liberação de publicidade para uma história, foi utilizado em uma biografia

An Unearthly Child (ou variantes): foi usado pela Radio Times no aniversário de 10 anos da série e, mais tarde, em 1976 na edição The Making of Doctor Who. Passou a ser o título mais usado para o arco depois disso, sendo usado até mesmo nos VHS e DVDs da vida.

É galera, VHS! Crianças de hoje em dia talvez não saibam o que é isso, mas se quiser descobrir o que é, ou relembrar um pouquinho, é só assistir o vídeo logo abaixo que nele eu explico um pouquinho sobre as fitas de VHS 😉

E tivemos várias edições e lançamentos até do primeiro arco em VHS viu. Então se você for um colecionador de primeira, e ainda tiver um aparelho de VHS em casa que ainda funcione, vale a pena dar uma pesquisada e gastar alguns tostões em busca dessas fitas que, com certeza, devem valer ouro hoje em dia. Além de terem se tornado relíquias também né?!

Mas voltando um pouquinho para os títulos que o primeiro arco já recebeu, pode ser que você ache por aí o primeiro arco com outros nomes além de An Unearthly Child, mas se for qualquer um desses que eu mencionei, tá certo, blz galera?!

E claro que tivemos várias reprises da primeira história, do primeiro arco, transmitidas pelos mais diversos canais da BBC em datas especiais para a série.

Então vamos lá relembrar um pouquinho a história do primeiro episódio?!

Como disse antes, An Unearthly Child, ao pé da letra, quer dizer Uma Criança Sobrenatural. E essa criança é a Susan Foreman, a neta do Doutor, apresentada na série com 15 anos.

Susan estuda na Coal Hill School há um tempinho, e dois de seus professores, Ian Chersteton e Barbara Wright, desconfiam de que há algo no mínimo estranho com ela, já que ela manda super bem em alguns assuntos (como química e história) e em outros dá umas tropeçadas em matérias que são bem básicas para um estudante do mesmo ano que ela. Como por exemplo a moeda utilizada na Inglaterra naquela época, ou alguns experimentos químicos que ela mal se interessava nas aulas. Ou ainda, algumas pequenas confusões que ela fazia com os conhecimentos extraordinários que ela possui, como não conseguir fazer um exercício usando 3 dimensões sendo que para ela são 5 ao todo.

No final de uma das aulas, Barbara conversa com Ian sobre a aluna e explica o mistério que é o endereço que a própria Susan forneceu à secretaria da escola. Os dois professores resolvem “segui-la” até em casa para tentar descobrir um pouco mais sobre ela. Chegam no tal endereço um pouco antes que ela, pois estavam de carro e ela foi à pé “para casa”. Estranhamente, esse é o endereço de um ferro velho, o I.M. Foreman no número 76 da Totter’s Lane. Eles vão atrás dela no local e começam a procura-la, encontram uma cabine telefônica bem estranha, pois está dentro do ferro velho e solta uma espécie de vibração, de zunido, que vem de dentro da cabine. Mas eles não encontram Susan e logo em seguida aparece um velhinho, bem arrogante.

Eles escutam Susan gritando de dentro da cabine e acham que ela está presa lá dentro. Na verdade, ela só estava tentando falar com o avô dela, que ainda não tinha entrado na nave. Mas eles vão atrás dos gritos de Susan e descobrem que a cabine é maior por dentro.

Ian e Barbara ficam chocados com o que veem, e Susan fica chocada por ver dois de seus professores ali, dentro da TARDIS.

O Doutor e a Susan tentam explicar que são de outro planeta e que foram exilados de seu planeta natal, e que por isso estão refugiados no planeta Terra. É aqui inclusive que conhecemos o significado de TARDIS e que Susan criou o nome usando as iniciais para Time And Relative Dimensions In Space (Tempo e Dimensões Relativasno Espaço). Mas Ian e Barbara acreditam que o velho fez tipo uma lavagem cerebral na menina e que tudo isso não passa de uma ilusão.

Susan insiste para o avô deixar seus professores irem, e ele dá o maior migué em todos. Ele diz que não poderia deixa-los ir, porque eles iriam expor o Doutor e a Susan a todos, contar o segredo deles para todo mundo e logo teriam que fugir dali novamente. E ele finge que vai deixa-los sair e abrir a porta da TARDIS, mas na verdade aciona os motores da nave e faz com que ela decole, sequestrando Ian e Barbara.

Com a decolagem repentina e inesperada, os dois humanos acabam desmaiando, e todos eles vão parar em um lugar na Idade da Pedra, que é onde partimos para as primeiras aventuras dessa turminha, mas é assunto para um outro dia, já que essas aventuras já fazem parte do segundo episódio desse arco.

Um dia nós falamos tudo sobre o primeiro arco, mas espero que vocês tenham gostado da análise que fiz do primeiro episódio da nossa série favorita em comemoração ao seu aniversário de incríveis 55 anos!!

Éééé, não é pra qualquer programa de TV completar tantos anos e já estar inserido na cultura popular. E que venham mais 55 anos e muitos mais anos de vida para o nosso querido Doutor e seus companions.

Hoje nós vamos ficando por aqui, mas antes ir embora gostaria de te convidar a ficar um pouquinho mais e conhecer um pouco mais do nosso trabalho, assistindo a um próximo vídeo ou lendo um próximo texto e nos acompanhando nas redes sociais.

Allons-y, e até a nossa próxima viagem pelo tempo e espaço!!

By | 2018-12-24T15:07:45-03:00 dezembro 24, 2018|Extras|0 Comments

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